terça-feira, 27 de novembro de 2007

O Cinema X Vida Real

Quem nunca teve vontade de ter as habilidades de um super herói ou, em algum dia não muito perfeito de ter a fúria de um vilão? Quem nunca pensou em como ele seria se fosse como aquele personagem que encontra sua alma gêmea depois de tantos desencontros? O cinema proporciona temporariamente isso.
A partir do Cinematógrafo projetado pelos irmãos Lumière, o cinema começou a carregar consigo várias conotações. De experimental a profissional, de entretenimento a coadjuvante na percepção de mundo e ferramenta de educação. A 7ª arte traz muitos aspectos agregados em sua historia, causa as mais variadas e distintas sensações aos espectadores. O que não se tem informação é de o quanto as obras cinematográficas influenciam as pessoas e suas atitudes, e principalmente, se realmente influenciam.
Antes de realizar o julgamento sobre a influência do cinema na formação de opiniões, devemos destacar as formas do mesmo, de que forma é concebido e qual é sua finalidade. Karl-Erik Schollhammer, professor-doutor e pesquisador do Departamento de Letras da PUC-RJ, faz a seguinte menção ao cinema:

O privilégio do cinema, segundo Hauser, é conseqüência da sua capacidade técnica de criar uma expressão viva de uma nova experiência histórica de entrelaçamento entre tempo e espaço, um fenômeno que Jean Paul Sartre logo definiu como a descoberta artística da "quarta dimensão". Hauser vê no espaço cinematográfico a superação da natureza estática da imagem plástica e fotográfica que dinamicamente dá concretude ao tempo histórico como, por um lado, movimento qualitativo, ininterrupto e contínuo, e por outro, como heterogêneo, descontínuo e desintegrado. A descoberta da montagem paralela e do primeiro plano por Griffith e Eisenstein permite uma expressão direta de simultaneidade e justaposição que possibilita a integração entre épocas, entre estados de consciência, entre o passado da memória, o presente da percepção e o futuro do desejo, entre enredos paralelos e entre experiência e imaginação. Desta maneira, o cinema, em vez de limitar-se a representar conteúdos históricos e culturais, dá forma concreta à experiência histórica da tendência de fragmentação, de heterogeneidade e de desintegração do mundo moderno, criando uma nova unidade – possível materialmente pela película do filme – eminentemente perceptível atrás do ritmo caótico da imagem caleidoscópica como alusão a um fluxo infinito e contínuo da experiência interior do tempo qualitativo, descrito por Bergson como "duração" (Durée) (1990) e por Fredric Jameson como o “mistério existencial do tempo qualitativo” (1994).

Cada obra possui um objetivo, que diferentemente dos primórdios cinematográficos, está longe de ser somente de divertir. O cinema passou a ser uma forma ativa de expressão, trazendo em seus enredos uma grande carga de informações, que apesar de se passarem na obra em um ambiente fictício, são potencialmente aplicáveis no cotidiano. Alguns exemplos desta aplicabilidade são os filmes de caráter motivacional e os de carga consientizadora.
O filme “O Dia Depois de Amanhã” serve como fácil exemplo de obra com conteúdo de reflexão. A trama fala sobre um assunto muito debatido nos últimos anos, o Aquecimento Global. O ponto de reflexão não é exposto da forma convencional, mas de uma maneira impactante. Deixou-se de falar as frases feitas sobre o assunto e partiu-se para a tragédia propriamente dita. Ninguém em sã consciência irá concordar com a devastação mundial mostrada no filme, portanto mesmo que inconscientemente, o espectador percebe na ficção a realidade dos fatos, tendo a obra como espelho, mesmo que fictício, do futuro se não forem destinados maiores cuidados com a preservação do meio ambiente. Portanto, de alguma maneira o espectador aprende.
Já filmes motivacionais são aqueles, geralmente dramas, que expõem situações de dificuldade, que enfrentadas com garra e determinação são vencidas, deixando explicita a mensagem de que se deve lutar para alcançar os objetivos pretendidos. Um bom exemplo desta modalidade é o filme “Ao Mestre Com Carinho”, que retrata a luta de um professor por uma sociedade melhor através da educação. Este filme foi produzido em 1967, o que demonstra que o cinema a muito tempo já vem aplicando psicologia em suas produções.
E quando o cinema trata de assuntos pessoais como ética, racismo, religião, mídia entre outros, qual é a reação que a obra causa no espectador? Esta talvez seja a pergunta chave no que se diz a respeito de estudos sobre a influencia do cinema no comportamento humano. Cláudio Cardoso de Paiva, doutor em Ciências Sociais, explana sobre o assunto na Revista FAMECOS nº. 32 de Abril de 2007:

“Apreciamos o cinema como uma forma superior de arte tecnológica que nos concede o extraordinário poder de conhecer a beleza das culturas, povos e linguagens do mundo. Todavia, a magnitude da sétima arte reside antes na maneira como desvela as “dobras da alma” do seres humanos, tanto nos momentos mais intimistas quanto nas suas relações com outras pessoas. Como atores de uma “psicologia das profundezas”, os seres imaginários do cinema revelam tudo o que há de familiar e de estranheza nos seres humanos, incluindo tanto as suas atitudes mais nobres quanto as mais infames. O cinema constitui uma poderosa mídia, “uma outra forma de vida”, que nos espelha ao mesmo tempo em que nos espelhamos nela. Ocorre-nos refletir sobre o que acontece quando esse “universo paralelo”,
essa “midiosfera” dotada de existência autônoma e independente, é refletida no próprio cinema.”

“Miramos o poder de influência dos profissionais de imprensa e principalmente, a maneira como usam e abusam dessa influência na trama das suas relações sociais. Logo, nos situamos no campo de interface entre a Ética e a Comunicação.”

A maior base para produzir cinema é o comportamento humano, sendo assim o objeto de estudo é logo o ser social. O processo de desenvolvimento de um personagem de cinema tem muito a ver com o cidadão comum. Perfis psicológicos e emocionais são traçados para dar vida ao personagem, um processo semelhante à programação ou até mesmo a educação. É a partir da analise destes aspectos que o espectador cria ou não afinidade com o personagem. Facilmente se descobre no personagem uma parcela viva, que pode, ou não, corresponder-se com a do espectador, assim criando o vinculo, a atração por aquele perfil, a influencia das idéias expostas. O espectador assiste e muitas vezes inconscientemente indaga: “Este personagem se parece muito comigo” ou “Eu faria o mesmo ou até mais”.
Pessoas que estão passando ou já passaram momentos semelhantes aos da obra, são mais propensas a agregar o perfil da mesma, mas é justamente neste momento que devemos dividir em duas partes distintas e opostas esta linha de raciocínio. Desconsiderando que haja dois tipos de pessoa, mas uma única pessoa, que execute tanto ações construtivas, consideradas boas, como as que são avaliadas como inoportunas, destrutivas, erradas, ou seja, más. Dependendo muito de seu estado psicológico e emocional do momento em que passa, este está potencialmente receptivo às mensagens que mais se aproximam de seu atual estado, e se a obra estiver de acordo, total ou parcial, com o seu estado, a receptividade é fatidicamente maior. Esta é a divisão, uma pessoa em um dia considerado bom, está mais receptiva a agregar mensagens consideradas boas, se estiver em um dia considerado ruim, a receptividade às mensagens más é maior.
Episódios de atitudes tomadas por pessoas na vida real, que se assemelham a atitudes tomadas em obras cinematográficas por personagens são comuns. Alguns casos tomam maior projeção do que outros pela forma que são realizados. Exemplo disso é o caso ocorrido no município de Palmeira, no Planalto Serrano de Santa Catarina, onde o Menino Aranha, Riquelme do Santos, que em um ato de extrema coragem, reviveu uma cena do filme “Homem Aranha II”, onde o herói salva um bebê de um apartamento em chamas. Riquelme estava brincando fantasiado de Homem Aranha no quintal de sua casa quando percebeu o incêndio em uma residência vizinha. O garoto não hesitou. Correu em direção a casa em chamas ao encontro da proprietária que estava aos prantos. Seu bebê estava lá dentro. Riquelme acalmou a desesperada mãe dizendo que não era para ela chorar nem gritar e que iria salvar seu filho. O mini herói entrou na casa e salvou a pequena Andriele dos Santos, de um ano e 10 meses. O fato é de extremo heroísmo, se não fosse o fato de o garoto ter apenas 5 anos. O ocorrido gerou muita polêmica e discordância, algumas pessoas defendem o ato do menino, outras afirmam que foi errado e acima de tudo perigoso. Estas são algumas opiniões postadas na pagina de comentários do site do jornal Zero Hora:

“Sou major do BOPE do Rio de Janeiro e quando li a matéria fiquei perplexo com a coragem e a determinação deste guri. Ele é o verdadeiro herói. Cheguei a ficar emocionado. Se alguém souber o endereço dele, por favor, coloque nos comentários desta matéria que queremos enviar um diploma e um presente para este garoto. É um exemplo a ser seguido por todos.” – Fábio Souza

“Atitude heróica! Uma fantasia, continuação daquela que já estava brincando? Quem sabe! A vida é feita de atitudes e mesmo de fantasias. Esperamos sempre que elas sejam boas para todos. E temos sim que agradecer a Deus por ter tomado conta destes dois anjinhos.” - Sidnei Ribeiro Moraes

“Bom, desculpe-me o senhor que disse que Deus deveria não ter deixado as crianças em risco!! Mas tem coisas que Deus não se mete, como nesse caso, vejo mais como uma irresponsabilidade da mãe, do que falta de proteção de Deus! Tudo tem um sentido na vida! E colocando Deus na historia agora, ele usou o garotinho para salvar a vida de um bebê, já que um adulto não conseguiu! Abraço a todos!” – Andressa

“Se os bombeiros homenagearam este menino, é uma temeridade. Estarão estimulando outras crianças a repetirem a façanha ingênua e inconseqüente. Apesar da vida da menina ter sido salva, duas crianças poderiam ter morrido. Fico imaginando a situação da mãe da menina. Não sei o que faria em uma situação real, mas se minha filha estivesse em uma casa pegando fogo, certamente morreria tentando salvá-la, sem pensar.” Marlon Vargas

“Esta criança,em sua ingenuidade quis ser super-herói,pelo que vê na TV/Cinema. Porém no momento que ele tomou a decisão de entrar no incêndio, ele foi protegido pelos espíritos de luz, pois fez isso por amor ao seu próximo, a intenção era salvar a outra criança, não mediu as conseqüências e, nem poderia,mas seu raciocínio foi de um adulto, é uma criança na idade, mas um espírito evoluído. Foi enviado naquele instante pela espiritualidade superior. Poucos entenderão a atitude dele.” - Vera Viana

“Este menino e aquele adolescente que perdeu a vida, salvando colegas do ônibus escolar, são verdadeiros heróis. E não os mitos ideológicos tipo Guevara & cia...” - Edgar Silveira

Outros fatos relacionados a filmes não são tão harmoniosos. A história é bem contraria. Em Novembro de 1999 o então acadêmico de Medicina, Mateus da Costa Meira, na época com 29 anos, invadiu uma sala de cinema na capital paulista e de posse de uma submetralhadora Uzi, abriu fogo contra a platéia que assistia o filme “Clube da Luta”, matando três pessoas, ferindo outras quatro e pondo em risco a vida de 15 pessoas. Mateus, que estava sob efeito de cocaína, afirmou que não se deu conta de que estava atirando contra pessoas, para ele naquele momento o alvo dos disparos eram alienígenas. Na época, a imprensa e alguns estudiosos chegaram a cogitar a hipótese de que o motivo da escolha da sala seria pelo filme. Dado não confirmado por falta de investigação. O “Atirador do Shopping” como ficou conhecido, recebeu a sentença de prisão por 120 anos e seis meses em regime fechado.
O filme “Clube da Luta” é uma grande produção hollywoodiana, que trata da dualidade, da dupla personalidade do protagonista, que vê em lutas de rua o alivio para o seu stress. É uma produção com uma carga de violência elevada e possui um ritmo de cenas muito acelerada, o que proporciona a sensação de ação ao espectador. Não se sabe de fato o porquê da escolha do jovem, mas momentaneamente a realidade encontrou-se com a ficção através da dualidade do ser.
Mais um caso semelhante foi registrado em São Francisco, USA. Um grupo de trabalhadores de tecnologia do vale do Silício encontrava-se a cada duas semanas para formar um clube da luta real, onde a palavra de ordem era manter-se em pé e com o objetivo de derrubar seu oponente a qualquer custo. Chegavam a usar todo o tipo de coisa para se espancarem, que variava de frigideiras até travesseiros cheio de latas.

Em uma garagem em São Francisco, os homens se espancam sem misericórdia. No dia seguinte, cheios de hematomas e mancando, eles voltam para seus empregos diários. "Não é para provar minha masculinidade", diz Shiyin Siou, 34 anos, programador e lutador há três anos.
Inspirado no filme "Clube da Luta", de 1999, grupos de brigas apareceram em todo o país como uma forma de jovens com trabalhos burocráticos liberarem suas frustrações e se provarem para a comunidade. "Isso é o mais próximo que se pode chegar de uma luta de verdade, apesar de eu nunca ter estado em uma", disse Siou.

Fonte (http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1028674-EI294,00.html)

O fato agravante é que depois do lançamento do filme em 1999, crescem a partir de então estes grupos de luta, que afirmam encontrar nas brigas a válvula de escape para os problemas enfrentados no dia a dia, o que lamentavelmente influencia as novas gerações, pois também existem registros de clubes freqüentados por adolescentes. Uma bola de neve.
Casos como estes apresentam-se em todos os cantos do mundo, lastimável é o fato de que somente as tragédias venham a tona. Estas são algumas noticias relacionadas a ocorrência de acidentes onde supostamente obras cinematográficas teriam influenciado o ato:

“Na tarde do dia 16/dez/97, quase 12 mil crianças japonesas foram afetadas pelas cenas de Pokémon, desenho animado que nasceu de um mini-game, virou desenho animado e depois filme no cinema. Do total das pessoas afetadas pelo desenho Pokémon, que é uma junção das abreviatura de Pocket (bolso) e Mon (monster=monstro), 700 precisaram ser internadas em hospitais locais no Japão. Elas foram vítimas de ataques de um caso raro de epilepsia, chamado de Epilepsia Fotossensível provocados pela explosão de flashes coloridos, em golpes luminosos desferidos contra Pikachu e seus colegas. O bombardeio de luzes teria provocado esta espécie de ataque epilético. Este fato fez com que Pokémon fosse tirado do ar durante quatro meses. (Revista Época-27/12/99) Leia mais a respeito desta causa, em "Pokemon" “

“Ainda sobre os 'Pokémon': Quatro alunos de segundo grau foram presos na Filadélfia, por atacar outros estudantes a fim de furtar cartões com exemplares de Pokémon. Um estudante de 14 anos foi esfaqueado em Quebec, no Canadá, em uma briga também pelos cartões. Na Carolina do Sul, um menino foi acusado de quebrar uma vitrine para roubar cartões no valor de 250 dólares. (Revista Educação). Este desenho foi banido da TV na Turquia. O governo tomou esta medida depois que duas crianças morreram depois de se jogarem da varanda dos apartamentos onde moravam. Elas teriam feito isso influenciadas pelos superpoderes dos personagens dos desenhos.”

O estudante Vitor Alexandre dos Santos, 21 anos, matou em dez/98, a avó, o tio, a tia e a mãe para cumprir uma missão designada por 'vozes do além'. Os crimes ocorreram em Mirandópolis (SP) onde morava, e suas relações com "Spawn, o Soldado do Inferno" são muito evidentes. A forma como ele agia lembra o personagem do filme, do qual o estudante anotou um trecho do texto, que depois foi encontrado pela polícia. Spawn estrangulava as vítimas com as mãos. A exumação dos corpos revelou que Vitor quebrou o hióide - osso do pescoço - dos parentes, conforme constatado pela perícia. (Folha de S.Paulo-16/12/98).




Em maio de 99, em Denver, Colorado (EUA), dois jovens abriram fogo contra dezenas de colegas na escola. Tinham idéias nazistas, fabricavam bombas através da Internet, eram viciados no jogo 'Doom', e é muito provável que tenham se inspirado no filme 'Diário de um Adolescente' estrelado por Leonardo de Caprio, que interpreta um jovem drogado de N.York, que jogava basquete nos anos 60. Num de seus delírios, imagina-se na sala de aula de sua escola, vestido com uma capa preta e matando todos ao seu redor. Coincidência? (Fonte:Vários jornais, revistas e noticiários de TV-Maio/99)

Em fev/00, o país assistiu chocado a uma cena brutal. O menino D.J.G, de 9 anos, deu 40 facadas nas costas de sua amiga M.D.N., de 7 anos, enquanto assistia a um programa de TV. O menino disse à polícia que agiu inspirado no filme "Brinquedo Assassino", que havia visto na televisão uma semana antes. No filme, o boneco Chucky 'incorpora' o espírito de um criminoso e passa a matar as pessoas. Trata-se de uma produção americana de 1988 que fez tanto sucesso que teve mais duas continuações, uma delas a 'Noiva de Chucky'. A menina só não morreu porque a faca utilizada era dentilhada, o que dificulta a penetração da mesma no corpo. (Jornal da Tarde-10/fev/00, Revista Educação mar/00)

Os Power Rangers foram proibidos no Canadá . A Corte Suprema chegou à conclusão que a maioria dos crimes na adolescência era devido a influência deles. Foram criados por uma seita satânica no Japão - Iokamura em 1972. Um garoto estava brincando no Panamá, com os P.Rangers das 8 as 12 hs, quando caiu e começou a retorcer-se. Levantou-se, pegou uma faca e tentou matar o irmão de 2 meses e dizia "No Risen to live" - Não há razão para viver.; conforme a tradução que vai para o Panamá. Crianças no Panamá estão se suicidando por causa dos Power Rangers.(Dr.Josue Yrion -USA-97).
Fonte: http://subliminar.br.tripod.com/tv.htm#Acidentes%20e%20Crimes%20influenciados%20pelos%20filmes/vídeos.



O ponto de interrogação é até que ponto o cinema influenciou estes atos. Pode-se realmente afirmar e considerar que obras cinematográficas tenham tanto poder de influencia assim?
O cinema funciona como um Mundo paralelo ao real, levando o espectador por alguns minutos a um mundo irreal, onde as experimentações são permitidas, mas somente as sensações que delas provém. O problema é que cada pessoa pensa de uma forma diferente, as reações são distintas. Há aqueles que conseguem assistir a um filme e dele extrair somente as emoções do imaginar-se no lugar do personagem. Outros já não saciam-se somente em ver aquele mundo pela grande tela e a vontade de participar daquilo tudo torna-se cada vez mais forte, quando a mensagem absorvida é boa, noticias como a do pequeno Riquelme são vistas, quando a mensagem é aquela que deveria ficar dentro do mundo cinematográfico por ser considerada má é assimilada, noticias como a do Atirador do Shopping são as que viram manchete.
Algumas enquetes postadas em blogs na internet, trazem perguntas sobre cenas de filmes que os internautas gostariam de viver. Estas são algumas das opções citadas:
►Salvar a mocinha de um helicóptero despencando (Superman)►Levar a namorada para passear em um cortador de grama (Loverboy - Garoto de Programa) ►Correr como o T-1000 (O Exterminador do Futuro 2)
► Saltar de um prédio para o outro (Matrix)►Dirigir um DeLorean para viajar no tempo (De Volta Para o Futuro )►Subir no prédio e destruir tudo (King Kong)►Beber uísque nos pés da Salma Hayek (Um Drink no Inferno)►Fazer besteiras e pôr a culpa no chefe (Clube da Luta)►Cantar Beatles e dançar em um desfile (Curtindo a Vida Adoidado)►Levantar antes do Apollo (Rocky II)
Fonte: http://forum.valinor.com.br/archive/index.php/t-7056.html


São várias as percepções quando se fala em cinema. Poucos estudiosos foram a fundo no que diz respeito a este assunto, mas a proposta desta pesquisa é justamente dar inicio a um estudo mais aprofundado das reações humanas quando expostas a obras cinematográficas. Não objetivando buscar a previsibilidade, mas procurando entender como as obras são utilizadas de uma maneira aplicável na vida real. Que o cinema possa possuir conteúdo educativo não há duvida alguma, que o cinema possa possuir conteúdo destrutivo também não há duvidas. A duvida é a aplicabilidade destes conteúdos.
Esta pesquisa exploratória é a primeira parte deste grande estudo sobre o Cinema x Vida Real. A partir deste ponto iniciarão outras modalidades de obtenção de dados, através de pesquisa quantitativa e posterior qualitativa com especialistas em comportamento humano.

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